Tião Farias questiona secretário sobre dutos da Petrobrás e inexistência de contrato entre Corinthians e Odebrecht A subcomissão proposta pelo vereador Tião Farias para acompanhar o andamento das obras da Copa de 2014 teve sua primeira reunião no dia 25 de maio. O Secretário Especial de Articulação para a Copa do Município de São Paulo, Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, compareceu à Câmara Municipal para esclarecer o plano estrutural que será adotado para que a Capital tenha condições de sediar o evento. Tião Farias perguntou sobre os dutos da Petrobrás, localizados no terreno em que o estádio será construído. De acordo com Alves, os dutos serão deslocados para outra área, sob o controle de órgãos ambientais. Embora tenha sido concedida a licença prévia para o início da instalação do canteiro de obras, é possível que a área esteja contaminada. Porém, somente com a movimentação da terra, que ocorrerá apenas durante a construção, poderá ser confirmado se existe contaminação. O vereador também questionou os termos de eventual contrato firmado entre o Corinthians e a Construtora Odebrecht, em relação ao cronograma das obras, se há prazo para término e início. De acordo com o Secretário, ainda não existe qualquer instrumento jurídico e nem mesmo um cronograma das obras. “Minha preocupação é com o legado que vai ficar para a cidade e quais serão as vantagens que essas obras trarão à população depois da Copa, em relação a serviços e qualidade de vida. Será um evento para inglês ver, pois quem vai aos estádios não é o povo da periferia, os moradores da zona leste, eles vão assistir no telão do vale do Anhangabaú”, observa Tião. Além de se preocuparem com as obras do novo estádio, os vereadores também trataram da falta de infra-estrutura pública necessária para a realização do evento, como hospitais e unidades de atendimento de emergência próximas ao local; e questionaram os incentivos fiscais prometidos ao Corinthians para a construção do estádio em Itaquera. O secretário explicitou que somente será concedido incentivo fiscal perante garantia de que o estádio esteja pronto para a abertura do Mundial. A Prefeitura publicou, ainda no dia 25, a autorização para o início das obras de terraplanagem, que de acordo com Alves, deveriam ter início na semana seguinte. O secretário afirmou também que o poder público negocia o valor da obra com a Odebrecht, de R$1,07 bilhão, para 700 milhões, valor de mercado segundo outras construtoras. No dia 1º de junho, o secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Emanuel Fernandes, que também é coordenador dos trabalhos do Comitê Estadual da Copa de 201, foi o convidado da segunda reunião realizada pela subcomissão temporáriada Copa, proposta por Tião. O secretário demonstrou preocupação do poder público com relação às obras do estádio do Corinthians, porém disse acreditar na capacidade de São Paulo para realizar a abertura da Copa. Fernandes ainda descreveu as obras do governo estadual para melhorar a mobilidade urbana, como a expansão do metrô, a construção de novas alças de acesso e de passagens para pedestres. O secretário afirmou que no estádio do Corinthians não chegarão carros; a ideia é fazer com que as pessoas cheguem de trem, metrô e ônibus. De acordo com o vereador Tião Farias, os jogos ocorrerão numa região que precisa muito de desenvolvimento. “O Pólo Institucional de Itaquera é um sonho para moradores daquela área, porém não obteve resultados por falta de infraestrutura em seu entorno. Com todas as mudanças que serão realizadas por conta da Copa, a situação deve melhorar.”, afirma. O vereador também questionou o secretário em relação à construção da rodoviária e de unidades hospitalares na região. |