Como votei


Cabe ao parlamentar prestar contas permanentemente aos seus eleitores, para que estes acompanhem passo a passo as suas ações no Parlamento e avaliem o seu desempenho no exercício da delegação recebida das urnas. Consciente dessa responsabilidade, o vereador Tião Farias informa como votou os mais recentes projetos de lei na Câmara Municipal de São Paulo:

Dinheiro público em obra particular

Pelo projeto do Executivo, a Prefeitura abre mão de arrecadar R$ 420 milhões que seriam recolhidos pelos cofres municipais com a construção do novo estádio do Corinthians, em Itaquera, provável palco do jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014. O nome disso é renúncia fiscal e seu objetivo é estimular empresas privadas a participar da obra sem pagar imposto.
Tião Farias votou NÃO por considerar esse ônus desnecessário para a Cidade, pois a Prefeitura já doou o terreno e participa, em conjunto com o Estado e a União, de vários programas de investimentos em infraestrutura urbana na região. Além disso, a obra já conta com financiamento de outros R$ 400 milhões do BNDES. 

O vereador Tião Farias é favorável à abertura da Copa em São Paulo, pois um evento de tal magnitude, de repercussão mundial, traz enormes benefícios para a Cidade. Mas é contra a destinação de recursos públicos em benefício de interesses privados.







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 3,3 km de túneis na Roberto Marinho

Quando foi construída, na gestão Maluf, a avenida  Águas Espraiadas deixou um rastro de denúncias do  Ministério Público que até hoje se arrastam na Justiça. Com novo nome, Jornalista Roberto Marinho, a importante via da zona sul continua a levantar polêmica, desta vez em função do projeto da Prefeitura de ligá-la à rodovia dos Imigrantes através de 3,3 quilômetros de túneis, ao custo total de R$ 4 bilhões. A lei aprovada pela Câmara Municipal revoga uma anterior, de 2001, que tinha o mesmo objetivo mas custaria muito menos.

O vereador Tião Farias votou contra a nova lei não apenas por ser anti-econômica, mas também por criar problemas sociais desnecessários na região. Nada menos de 1.400 imóveis terão de ser desapropriados, prejudicando milhares de famílias e dezenas de pequenos estabelecimentos comerciais. Apesar de aprovada, a lei está sob a mira do Ministério Público pois, segundo o promotor Maurício Oliveira, que acompanhou as audiências públicas, a legalidade do empreendimento deverá ser questionada.

Privatizar área pública no Itaim Bibi

Apesar do voto contrário do vereador Tião Farias, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou projeto que autoriza o Executivo a vender, por R$ 38 milhões, uma área pública no Itaim Bibi atualmente dotada de vasta vegetação e onde funcionam duas escolas, uma creche, uma biblioteca, duas unidades de saúde, um teatro e também a APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais.

Além do preço, irrisório ante um Orçamento Municipal de R$ 35 bilhões, a transação vai privar a Cidade de mais um importante espaço público, privatizando-o para a construção de torres comerciais e residenciais de “alto padrão”. Em sua justificativa, a prefeitura promete usar o dinheiro para construir creches, mas o Tribunal de Justiça do Estado já avisou oficialmente que tais recursos terão de ser destinados ao pagamento de precatórios.


Outros Projetos


Veja  como o vereador Tião Farias votou em outros projetos da atual legislatura.
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Meus Votos - como votei na CMSP